Conheça o sistema O Que Plantar: a plataforma inédita do Projeto Sementes do Amanhã que apoia a restauração ecológica e produtiva no Brasil

Apresentado em pré-lançamento durante o SOBRE 2026, o sistema O Que Plantar representa a primeira fase do Projeto Sementes do Amanhã. A plataforma reúne informações científicas, ambientais e produtivas para apoiar decisões mais assertivas na restauração ecológica e produtiva com espécies nativas. Confira mais informações neste artigo!

Como o sistema “O Que Plantar” apoia a restauração com espécies nativas?

Desenvolvida no âmbito do Projeto Sementes do Amanhã, o sistema “O que plantar” nasce para aproximar a ciência da prática da restauração.

A ferramenta reúne, em um único ambiente digital, informações sobre a ocorrência natural das espécies, zonas de transferência de sementes,  e produtores de mudas e sementes nativas  apoiando a tomada de decisão em projetos de restauração ecológica e produtiva.

A proposta é tornar mais simples e segura a definição das espécies mais adequadas para cada território, contribuindo para plantios mais resilientes, geneticamente compatíveis e alinhados às características ambientais de cada região.

Assim, viveiristas, coletores de sementes, proprietários rurais, consultorias, restauradores, empresas e gestores públicos terão acesso a uma ferramenta que conecta conhecimento científico às necessidades do setor.

Uma iniciativa construída em parceria

Nativas Brasil | CRIA | Redário | Itaú

Idealizado pela Nativas Brasil, o sistema O Que Plantar representa a primeira fase do Projeto Sementes do Amanhã, iniciativa que busca estruturar a cadeia produtiva de sementes e mudas nativas com base em ciência, tecnologia e inovação.

A plataforma foi desenvolvida em parceria com o Centro de Referência em Informação Ambiental (CRIA) e a Redário, por meio de um acordo de cooperação técnica, com financiamento do Itaú. O lançamento oficial do sistema está previsto para setembro de 2026, quando poderá ser acessado pelo endereço oqueplantar.org.br.

Evento SOBRE 2026 marca a apresentação da primeira fase da iniciativa Sementes do Amanhã

A primeira fase do Projeto Sementes do Amanhã foi apresentada durante a VI Conferência Brasileira de Restauração Ecológica (SOBRE 2026), um dos principais encontros nacionais dedicados à restauração de ecossistemas.

O simpósio “Sementes do Amanhã: Sistema de Apoio para Restauração Ecológica e Produtiva com Espécies Nativas no Brasil” marcou a apresentação do protótipo da plataforma “O que plantar”, do projeto Sementes do Amanhã, reunindo pesquisadores, produtores, gestores públicos e representantes do setor para discutir como a integração entre ciência, tecnologia e produção pode fortalecer a restauração ecológica no país.

A programação do simpósio foi estruturada para mostrar como diferentes áreas do conhecimento se complementam na construção do sistema O Que Plantar. A abertura, conduzida por Rodrigo Ciriello, presidente da Nativas Brasil e moderador da sessão, destacou a importância de aproximar produção, ciência, tecnologia e políticas públicas para fortalecer a restauração ecológica em larga escala.

Na primeira palestra, Iara Moraes Borges, secretária executiva da Nativas Brasil, apresentou uma visão integrada do Projeto Sementes do Amanhã, explicando seus objetivos, etapas e contribuições para fortalecer a cadeia produtiva da restauração. Também ressaltou o papel estratégico dos viveiros e coletores de sementes, mostrando como biodiversidade, rastreabilidade e planejamento caminham juntos para ampliar a oferta de materiais com procedência conhecida e maior diversidade genética.

Em seguida, Matheus Cardoso Silva, do Redário/Instituto Socioambiental (ISA) e autor do artigo intitulado “Brazil seed transfer zones: Supporting seed sourcing for climate-resilient ecosystem restoration”, apresentou a base técnico-científica das Zonas de Transferência de Sementes (ZTS). A palestra mostrou como critérios ambientais, territoriais e cenários de mudanças climáticas podem orientar a escolha das espécies e da procedência das sementes, contribuindo para plantios mais resilientes e adaptados às condições de cada região.

Representando o Centro de Referência em Informação Ambiental (CRIA), Renato De Giovanni explicou como informações provenientes de diferentes bases de dados são integradas e transformadas em uma ferramenta prática para viveiristas, restauradores, pesquisadores, empresas e gestores públicos. Também apresentou sobre o uso e navegação do sistema O Que Plantar. Sua apresentação evidenciou como a inteligência de dados pode aproximar o conhecimento científico das necessidades da cadeia da restauração.

Encerrando o simpósio, Rita Mesquita, Secretaria de Biodiversidade no Ministério do Meio Ambiente, abordou as perspectivas de aplicação do sistema em políticas públicas e iniciativas privadas, destacando seu potencial para apoiar critérios técnicos, orientar investimentos e contribuir para programas de restauração em escala. A apresentação reforçou que o impacto da plataforma depende da integração entre pesquisa, setor produtivo e instituições responsáveis pela implementação de ações de recuperação da vegetação nativa.

O simpósio teve como objetivo promover um espaço de diálogo entre ciência, setor produtivo e poder público, permitindo que especialistas e participantes contribuam com sugestões para o aprimoramento da plataforma antes de seu lançamento oficial, previsto para setembro de 2026.

Dessa forma, o Sementes do Amanhã inicia sua trajetória como uma iniciativa colaborativa, construída para apoiar decisões mais assertivas e impulsionar a restauração ecológica e produtiva com espécies nativas em todo o Brasil.

O que é o Projeto Sementes do Amanhã? 

A restauração começa muito antes de uma muda ser plantada. Ela depende da escolha de sementes com origem conhecida, diversidade genética e qualidade para formar florestas mais preparadas para enfrentar os desafios das mudanças climáticas.

Foi a partir dessa necessidade que nasceu o Projeto Sementes do Amanhã, uma iniciativa da Nativas Brasil criada para fortalecer a cadeia produtiva de sementes e mudas nativas, aproximando ciência, inovação e produção em benefício da conservação da biodiversidade brasileira.

O Sementes do Amanhã busca estruturar uma base produtiva capaz de atender à crescente demanda por espécies nativas em projetos de restauração ecológica, silvicultura, arborização urbana e outros sistemas produtivos sustentáveis.

Para alcançar esse objetivo, o Projeto Sementes do Amanhã foi estruturado em três fases complementares.

Primeira fase: sistema O Que Plantar

Contempla o desenvolvimento do sistema nacional O Que Plantar, plataforma que reúne informações estratégicas para apoiar o planejamento da restauração ecológica e produtiva. O sistema integra Zonas de Transferência de Sementes (ZTS), recomendação de espécies por localização geográfica, uma biblioteca digital de espécies nativas e conexão entre coletores, viveiros e restauradores.

Segunda fase: caracterização e dados

O projeto avançará para a estruturação de uma base nacional de dados sobre identificação e ocorrência de espécies nativas, georreferenciamento de árvores matrizes, mapeamento das Áreas de Coleta de Sementes (ACSs), caracterização e diversidade genética.

Terceira fase: capacitação e plantio

Essa última fase será voltada ao fortalecimento da capacidade produtiva do setor, com a implantação de Áreas de Coleta de Sementes (ACSs) e pomares de sementes, capacitação de coletores e viveiristas, monitoramento das matrizes e ampliação da oferta de sementes e mudas nativas com maior diversidade genética.

Integradas, essas etapas criam uma base sólida para conectar conhecimento científico, tecnologia e produção, tornando a cadeia de sementes e mudas nativas mais estruturada, rastreável e preparada para atender à crescente demanda por projetos de restauração ecológica e produtiva em todo o Brasil.

Os resultados esperados reforçam a dimensão dessa iniciativa. O Sementes do Amanhã pretende implantar pelo menos 500 hectares de áreas produtoras de sementes, identificar e georreferenciar novas matrizes, ampliar a disponibilidade de espécies nativas com maior diversidade genética e consolidar uma rede estruturada de produção de sementes e mudas.

O Sementes do Amanhã representa uma visão de longo prazo para o Brasil. Ao fortalecer a base produtiva de sementes e mudas nativas, a iniciativa ajuda a garantir que os plantios realizados hoje se transformem nas florestas resilientes do futuro, gerando benefícios para a biodiversidade, para os produtores, para a sociedade e para as próximas gerações.

A restauração ecológica do futuro começa com decisões tomadas hoje.

Acompanhe a evolução do Projeto Sementes do Amanhã e descubra como a integração entre ciência, tecnologia e produção de sementes e mudas nativas está transformando a forma de planejar projetos de restauração em todo o Brasil.

Continue acompanhando os canais da Nativas Brasil (acesse nosso blog e nosso Instagram) e conheça as próximas etapas dessa iniciativa que conecta biodiversidade, inovação e sustentabilidade para construir florestas mais resilientes.

Redação: Equipe de Comunicação Nativas Brasil – GreenBond Conservation

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