A Nativas Brasil foi concebida em 2018, no II Simpósio de Nativas (UFV/SIF), a partir da união de produtores com o principal objetivo de fortalecer o comércio de sementes e mudas nativas de alta qualidade necessárias ao cumprimento da agenda climática nacional.
Desde 2021, ano de sua fundação, vem atuando para organizar e fortalecer o setor produtivo de espécies nativas brasileiras, para ampliar a oferta de espécies de alta qualidade e grande diversidade, promover o diálogo e dar voz às necessidades e demandas desse coletivo nos fóruns de representação existentes.
A associação articula-se com a iniciativa privada, tanto nacional quanto internacional, para defender os interesses dos produtores, fomentar políticas públicas e ações que valorizem as florestas brasileiras.
O compromisso vai além da preservação: engloba a restauração de áreas degradadas por meio do uso de espécies nativas, seja em projetos de cunho ecológico, econômico ou híbrido, sempre com o objetivo de recuperar ecossistemas, resgatar a riqueza natural do território brasileiro e restaurar paisagens.
Com as florestas que ajudamos a restaurar, aprendemos que a colaboração é a chave do negócio.
Fortalecer os produtores e dar visibilidade à produção de mudas e sementes nativas, contribuindo para a restauração ecológica dos biomas brasileiros.
Ser uma referência nacional na representação, formação e articulação do setor de produção nativa.
Ética, cooperação, qualidade, transparência, compromisso com o conhecimento, inclusão e respeito à biodiversidade.
A governança colaborativa na Nativas Brasil é um pilar essencial para fortalecer a associação e o setor produtivo de espécies nativas. Todos os associados têm participação ativa, podendo contribuir com ideias, sugestões e feedbacks por meio de canais diretos de comunicação com a diretoria e com outros membros da comunidade, organizados em uma comunidade no WhatsApp composta por diversos grupos temáticos.
Essa interação permite decisões mais transparentes e inclusivas, além de promover o compartilhamento de experiências e soluções entre os produtores. Com isso, a Nativas Brasil garante que as estratégias e ações da associação reflitam as necessidades reais do setor, fortalecendo a colaboração, a representatividade e o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva de espécies nativas.

O grupo de Botânica é um espaço voltado para a troca de conhecimentos técnicos sobre espécies nativas, identificação de plantas e práticas de manejo adequado. Associados podem compartilhar dúvidas, fotos de espécies e receber orientações de profissionais e colegas com experiência no setor.
Além disso, o grupo promove discussões sobre pesquisa e conservação de espécies, auxiliando na atualização de informações e técnicas que contribuem para a produção sustentável e para o fortalecimento da cadeia produtiva de mudas nativas.

Neste grupo, os associados podem divulgar ofertas de sementes, mudas e produtos relacionados, além de encontrar oportunidades de aquisição com outros membros da comunidade. É um canal dinâmico para facilitar conexões entre produtores.
Os participantes também podem trocar informações sobre fornecedores e boas práticas de negociação, garantindo que as transações ocorram de forma segura e transparente, promovendo o fortalecimento econômico do setor de espécies nativas.

O grupo de Eventos, Mídias e Atualizações mantém os associados informados sobre cursos, palestras, feiras e outros eventos do setor. Também é um espaço para compartilhamento de notícias, publicações e materiais relevantes relacionados à produção e conservação de espécies nativas.
Essa comunicação contínua permite que os membros se mantenham atualizados, ampliem sua rede de contatos e participem de iniciativas que fortalecem o setor, além de divulgar conteúdos institucionais e materiais educativos de interesse da comunidade.

O grupo Estrutura e Equipamentos é dedicado à troca de experiências sobre viveiros, tecnologias, maquinários e ferramentas utilizadas na produção de mudas nativas. Associados podem compartilhar soluções, dicas de manutenção e melhorias de infraestrutura.
Além disso, o grupo facilita a discussão sobre investimentos, eficiência operacional e otimização de recursos, ajudando os produtores a aprimorar a qualidade de sua produção e a garantir práticas mais sustentáveis e econômicas.

O grupo de Legislação oferece um espaço para debate e esclarecimento sobre normas, regulamentações e exigências legais relacionadas à produção de espécies nativas. Associados podem tirar dúvidas sobre autorizações, registros e obrigações legais.
Isso permite que os produtores se mantenham em conformidade com a legislação vigente, reduzindo riscos e promovendo boas práticas ambientais. O grupo também serve como canal para alertas sobre mudanças legais e políticas públicas que impactam o setor produtivo.

A Nativas Brasil, em parceria com a Silva, realizou um diagnóstico inédito em mais de 50% dos viveiros associados, mapeando os principais desafios e oportunidades da produção de mudas nativas no Brasil. A análise avaliou infraestrutura, manejo, rastreabilidade, conformidade legal e condições de mercado, revelando gargalos como falta de apoio técnico, escassez de financiamento e ausência de protocolos padronizados. Ao mesmo tempo, apontou caminhos estratégicos como a profissionalização da gestão, a padronização de processos, o fortalecimento da rastreabilidade e o acesso ao crédito, fatores essenciais para garantir sustentabilidade técnica e econômica ao setor.
Cada viveiro participante recebeu recomendações personalizadas para aprimorar sua produção e gestão, e novos associados ainda podem participar do diagnóstico e contar com esse suporte especializado. O relatório consolidado, previsto para 2025, reunirá dados inéditos para subsidiar políticas públicas e estratégias de fomento.
Clique aqui para acessar o Relatório Técnico do Diagnóstico de Viveiros da Nativas Brasil https://www.silvabrasil.bio/relatorio-viveiros-do-brasil

O curso de capacitação da Nativas Brasil é uma iniciativa estratégica para fortalecer o setor de sementes e mudas nativas, oferecendo formação técnica de qualidade e valorizando o papel dos produtores associados. Com conteúdo abrangente – que vai da infraestrutura e legislação até manejo, nutrição, comercialização e rastreabilidade – o programa contribui diretamente para a profissionalização e sustentabilidade da cadeia produtiva.
Além de ampliar conhecimentos, o curso promove troca de experiências entre os associados, consolidando uma rede colaborativa que fortalece o setor e impulsiona a restauração ecológica no Brasil. Exclusivo para membros da Nativas Brasil, representa uma oportunidade única de crescimento técnico, integração e valorização dos produtores ao nível nacional.

O projeto Sementes do Amanhã, da Nativas Brasil, tem como objetivo ampliar a diversidade, a qualidade e o volume de sementes e mudas nativas disponíveis no mercado, apoiando a restauração ecológica em todos os biomas brasileiros. Com a consultoria do Prof. Antônio Higa (UFPR), a iniciativa fortalece a rede de produção, promove o enriquecimento genético e contribui para as metas climáticas do país. Entre suas ações estão a criação de áreas produtoras de sementes, o desenvolvimento do sistema SiFlor Nativas Brasil, a implantação das Casas das Sementes do Amanhã (CSAs) e a capacitação de técnicos, coletores e viveiristas.
O projeto inclui identificação de matrizes nas áreas de associados da Nativas Brasil, plantios de enriquecimento e monitoramento técnico, o projeto pretende estabelecer 500 hectares de áreas produtoras de sementes, ampliando a disponibilidade de espécies com maior diversidade genética. Os resultados esperados incluem o fortalecimento do setor, a contribuição para políticas públicas ambientais e a promoção de uma produção sustentável que atende à restauração florestal, à silvicultura, à arborização urbana e a sistemas produtivos. Cada muda destinada a se tornar matriz representa um investimento em biodiversidade e em um futuro mais equilibrado.

A regulação do setor florestal brasileiro é essencial para que a restauração de ecossistemas seja tratada como uma verdadeira infraestrutura nacional, tão estratégica quanto estradas, energia ou telecomunicações. Restaurar florestas vai além da recuperação de áreas degradadas: significa garantir segurança hídrica, estabilizar solos, regular o clima, proteger a biodiversidade e fornecer matéria-prima renovável para cadeias produtivas sustentáveis, bioeconomia e energia limpa. Esses serviços ecossistêmicos são fundamentais para a competitividade do país, a redução de riscos e a qualidade de vida da população.
Para consolidar esse potencial, é indispensável estabelecer marcos regulatórios claros e estáveis, que deem segurança jurídica aos investidores e orientem políticas públicas consistentes. Sem regulação, o setor corre risco de fragmentação, baixa escala e perda de credibilidade; com ela, o Brasil pode atrair capital nacional e internacional, fomentar inovação, estruturar um mercado robusto de sementes, mudas e créditos de carbono, além de alinhar metas de clima e biodiversidade. Enxergar a restauração como infraestrutura é, portanto, reconhecer os ecossistemas como base de uma economia resiliente, inovadora e de baixo carbono.
Acreditamos que restaurar florestas é também restaurar conexões: entre pessoas, territórios e sonhos compartilhados.
Cada semente plantada carrega um futuro possível — e cada ação técnica, política ou educativa é um passo rumo a esse amanhã.
Fortalecemos quem cultiva; ensinamos quem aprende; ouvimos quem atua e, juntos, desenhamos caminhos mais sustentáveis.
A inovação floresce quando alinhada ao conhecimento local, à escuta ativa e à colaboração.
Porque só conectando gente com propósito, floresta com vida, e oportunidades com impacto, é que conseguimos transformar realidades.

Apoio direto aos viveiristas e suas necessidades técnicas.

Atuação junto a órgãos e redes de representação.

Apoio a novas soluções para a cadeia da restauração.

Produção e circulação de conhecimento técnico.
Rodrigo é bacharel em administração de empresas e comércio exterior pela UMESP, com graduação em seguros pela FUNENSEG, área que atuou por quase 30 anos, até começar a atuar em 2003 no projeto familiar pioneiro com silvicultura de nativas.
Desde 2006 é diretor comercial da Futuro Florestal, onde assessora produtores rurais e investidores que se interessam por projetos florestais e agroflorestais sustentáveis, com foco principal em espécies florestais nativas e exóticas para uso madeireiro e não madeireiro. Nas últimas 2 décadas gerencia a área comercial, marketing e comunicação institucional da empresa, com foco principal na venda de mudas e sementes florestais nativas para atender o setor florestal, agroflorestal e restauração de áreas degradadas.
Foi um dos fundadores da Nativas Brasil em 2021, entidade que vem liderando desde então, e devido ao trabalho da Futuro Florestal com nativas para produção sustentável, há alguns anos faz a co-liderança da Força Tarefa de Silvicultura de Nativas da Coalizão Brasil, Clima, Florestas e Agricultura.
Bárbara é aposentada desde 2017, quando passou a se dedicar à restauração ecológica da Mata Atlântica do Rio de Janeiro. É proprietária do Viveiro Muda Tudo, em Petrópolis/RJ, onde já produz mais de 400 espécies nativas da Mata Atlântica do RJ.
Foi presidente da Pro Mudas Rio (Associação Pro Mudas Rio de Restauração e Proteção Ambiental do Estado do Rio de Janeiro). Ajudou a criar, em 2021, a Nativas Brasil (Associação Brasileira de Produtores de Sementes e Mudas Nativas). Representa os pequenos produtores rurais no Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Piabanha (RH-IV), tem assento no Conselho Municipal de Meio Ambiente de Petrópolis/RJ e nos Conselhos da Rebio Araras e APA Petrópolis.
O mestrado em Comunicação e Cultura pela Escola de Comunicação da UFRJ (2002) teve foco na análise de discurso das normas de descentralização do Sistema Único de Saúde (SUS). Da graduação em Educação Física e Desportos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1980, manteve o apreço pela educação e a vocação à didática.
Renato é advogado, pós-graduado em políticas públicas e assessora empresas e empreendedores na criação de negócios, em investimentos e financiamentos em projetos de transformação no campo e outras iniciativas na economia verde.
Por vinte anos, Renato foi sócio do Mattos Filho Advogados e assessorou bancos e companhias abertas em operações no mercado financeiro e de capitais. Depois desse ciclo, partiu para uma temporada na Nova Zelândia e trabalhou no financiamento de projetos de transição agrícola e regeneração.
No terceiro setor, Renato foi associado fundador do Renova BR, escola de preparação de candidatos a cargos políticos eletivos em todas as esferas, e conselheiro do Parque Ibirapuera Conservação, entidade que propôs o debate sobre regimes de manutenção de parques urbanos no País.
João Cézar é empreendedor, formado em Ciência da Computação, com especializações em Gestão de Negócios e Marketing pela Fundação Dom Cabral, e em Paisagismo e Recuperação Ambiental pelo INAP.
Com mais de 18 anos de experiência apoiando empresas na otimização de processos, no aumento da rentabilidade e no crescimento sustentável, aliou a paixão pela natureza à gestão empresarial ao fundar o Viveiro Madeira Real – Reflorestamos, há 15 anos.
Na área institucional, João atua como Diretor Financeiro da Nativas Brasil Associação Brasileira de Produtores de Sementes e Mudas Nativas, contribuindo para o fortalecimento da gestão financeira da associação e para a promoção de práticas sustentáveis no setor de mudas e sementes nativas no Brasil.
Iara é formada em engenharia ambiental e sanitária, especialista em agroecologia e sistemas agroflorestais, pela UFRRJ, e em ESG, pelo Ibmec. Atua desde o início de sua trajetória profissional com foco na proteção da Natureza e no fortalecimento da cadeia produtiva da restauração ecológica, com ênfase na produção de sementes e mudas nativas, educação e gestão ambiental.
Possui experiência consolidada com viveiros florestais e produção de sementes e mudas nativas, atuando desde a coleta e georreferenciamento de matrizes até a gestão técnica, operacional e estratégica de viveiros. Ao longo de sua trajetória, participou da implantação e coordenação de projetos voltados ao fortalecimento da cadeia produtiva, como o “Pomares de Sementes em Viveiros da Pro Mudas Rio”, e a criação e gestão do Viveiro Pedagógico Agroflorestal, pela UFRRJ, integrando práticas formativas à produção de espécies nativas com enfoque agroecológico e produtivo.
Sua trajetória é marcada pelo compromisso com o coletivo, com o conhecimento técnico e ancestral e a sensibilidade no trato com as pessoas. Atualmente, seu empenho é para contribuir com a consolidação da Nativas Brasil como referência nacional na produção de sementes e mudas nativas, apoiando a governança, a comunicação institucional, os processos formativos e as ações estratégicas da associação.
Amábili é engenheira florestal formada pela UNESP, com foco em conservação da biodiversidade e políticas ambientais voltadas à proteção, recuperação e restauração de ecossistemas.
Atuou na Fundação Florestal, onde desenvolveu atividades técnicas ligadas à criação e ao acompanhamento de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), análise de planos de manejo e aplicação de geotecnologias em ações de conservação. Também participou da elaboração, execução e monitoramento dos editais do projeto de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), no âmbito do Crédito Ambiental Paulista.
Durante sua formação acadêmica, acumulou experiências em projetos de pesquisa e extensão voltados à conservação e à proteção vegetal. Também realizou estágios técnicos em viveiros florestais produtores de mudas nativas e em laboratórios especializados. Participou de projetos de extensão em arborização urbana e educação ambiental, consolidando uma trajetória que integra ciência, prática e engajamento social.
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